Testes mostram algumas baterias de células de íons de lítio que duram mais de cinco vezes que as atuais
O mercado da eletricidade busca por alternativas econômicas e funcionais que promovam energia funcional e barata pelo mundo, pesquisando recursos que possam contribuir com essa batalha e tornar mais acessível o mercado de baterias.
Nesses estudos incessantes, o pesquisador Andreas Gutsch, do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, anunciou no PV Simposium, na Alemanha, sua mais recente descoberta: Suas pesquisas concluíram que algumas células de íons de lítio, trabalhando em sistemas de armazenamento de energia, conseguiram alcançar uma perda de 30% de capacidade com apenas 1000 ciclos, enquanto maior parte das células utilizadas no mercado tem uma capacidade menor, estendida em até 5000 ciclos.
Essa descoberta revela, de forma simplificada, que existe uma variação muito maior do que imaginamos na capacidade de células de íons de lítio. As condições dos testes acabam proibindo o pesquisador de revelar os nomes das células estudadas e suas respectivas indústrias, pois estas não foram de fácil obtenção para testes e acabam limitando sua divulgação de informações.
Esses resultados surpreendentes promovem uma nova relação de estudo sobre as baterias de células de íons de lítio, que teriam capacidade para durar mais de cinco vezes que as baterias convencionais sem perda rápida de capacidade, com desenvolvimento aprimorado em seu funcionamento.
Baterias utilizadas no estudo

 

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Sua pesquisa, mesmo com resultados surpreendentes, acabou revelando o potencial das células provenientes da China, que tiveram seu desempenho muito eficiente, assim como as alemãs. Enquanto isso, células da Coreia do Sul e dos Estados Unidos teriam uma performance mediana.
Essas baterias, na atividade de veículos elétricos, teriam maior desempenho que os modelos comuns, rendendo maior número de ciclos e transformando sua capacidade em algo muito maior do que o esperado.
O Model S que permanece no laboratório de Tesla com capacidade para rodar 805.000 quilômetros seria uma descoberta de enorme capacidade, encontrada de forma surpreendente durante as pesquisas.
A pesquisa de Gutsch
A única bateria mencionada na pesquisa foi a bateria Tesla, estimada a render 400 ciclos e indicada com a habilidade de dar potencia ao funcionamento de um carro por até 200.000 quilômetros, com 400 ciclos multiplicados por 500 km por recarga total.
Gutsch ressalta que algumas baterias tem seu armazenamento com problemas, provocando desafios na segurança com a energia e seu funcionamento. O pesquisador acredita que baterias serão, eventualmente, uma forma excelente de armazenamento de eletricidade.
A surpresa das células
Para os que ficam em dúvida sobre como comensurar e avaliar as melhores baterias por consumo e performance tecnológica, a explicação vem dos engenheiros, que não se surpreendem ao considerar o desempenho de células diferenciadas.
Esse estudo pode ser de difícil compreensão aos leigos, mas o básico a ser acrescido é que essa capacidade passaria muito longe do consumo limitado que possuímos nas baterias pobres de smartphones e dispositivos recarregáveis em geral, contando com maior variação de produtividade.
Longe de pensar apenas no armazenamento de energia para sua casa ou seu ambiente de trabalho, as células podem promover uma revolução na energia em todos os segmentos.